Sobre o Loveshelf

Eu amo tudo que tem um bom design. Tudo mesmo.
Pode ser um pimenteiro, um sofá ou uma pasta de arquivos. Fico enlouquecida quando vejo um objeto desprezível ser brilhantemente transformado em um objeto de desejo. Convenhamos, quem não quer comprar essa caixa de fósforos?

Porém, infelizmente, no Brasil paga-se muito caro por qualquer item considerado cool. Trata-se design como luxo. E cobra-se três vezes mais aqui por um objeto que em qualquer lugar do mundo.
Adorei a frase do empresário gaúcho Henri Chazan, que escancarou na revista Época de maio deste ano a razão dos preços estratosféricos no Brasil: Como sou pobre, só compro nos EUA.
A verdade é que os impostos, o lobby e a consciência das empresas brasileiras de que não têm competência para competir com o mercado internacional não permitem que o consumidor brasileiro se depare com produtos igualmente baratos, com qualidade e com design. Se a empresa tem excelência operacional, tem que ser feio. Se investe em design, tem que ser caro. Se é importado, dá-lhe impostos.

Foi dessa indignação que nasceu o Loveshelf. Coisas amáveis e acessíveis, das mais insignificantes àquelas que nos doem o coração de tanta paixão, merecem ser compartilhadas.

Nessas prateleiras serão guardadas todas as coisas com design acessível que amamos, porque eu acredito que todo mundo tem o direito de ter aquilo que ama em suas prateleiras.
Se você também ama demais listrinhas, bolinhas, estampas, formas e cores, está convidada(o) para ouvir meus casos de amor com coisas que eu preciso-ter-se-não-vou-morrer e enviar suas sugestões de novas paixões para meu coração.

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