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A dieta detox: Eu sobrevivi

Meus pais chegaram outro dia falando que fizeram uma dieta detox de hospital e que perderam um monte de quilos. Fui atrás da dieta e não me pareceu nada mal, afinal de contas era uma sopa de legume e umas regrinhas durante 7 dias.
Veja a dieta completa.

Mas para não sofrer demais, resolvi fazer a dieta com glamour. Nada de comer sozinha na mesa do escritório como uma coitada. Tirei minha lancheira e minha bento box do armário e fui comer no jardim tomando sol.

Dia 1 – Frutas e sopa
A sopa não é tão ruim quanto eu imaginava. Fiquei com uma impressão terrível porque fiz a sopa a noite e bati ela no dia seguinte de manhã, então aquele cheiro de pimentão logo que eu acordei quase me matou.
Ela é ok. Também não é gostosa a ponto de falar nooooossa, vou repetir.
Definitivamente, vou precisar de uma colher maior para acabar mais rápido.
E as uvas que eu levei de sobremesa, depois da sopa, pareciam brigadeiros de capim limão com gengibre. Foram as melhores uvas que eu já comi.

Dieta detox

Dia 2 – Legumes e sopa
Eu roubei, preciso confessar.
Comer legumes no café da manhã não dava, então eu comi uma fruta. #prontofalei
Eu achei que o dia das frutas ia ser o pior, mas o dia dos legumes é muito ruim. A notícia boa é que não vai ter dia pior que esse. Já estou sentindo o gosto da magreza.
Passei a tarde em pânico de vontade de comer alguma coisa gostosa. Comi rabanetes. Antes que me olhem torto, eu gosto de rabanetes.
Mas nada foi tão gostoso na vida do que a batata. Passei o dia pensando nessa frase da dieta “Na hora do jantar, se quiser pode comer uma batata grande cozida com manteiga.”
Mas nem isso me salvou de querer comer alguma coisa doce. E eu nem estava pensando em chocolate, tudo que eu queria era uma uva. É engraçado como as prioridades mudam. Mas daí lembrei que na dieta falava que podia tomar suco de uva sem açúcar a vontade, então corri no mercadinho e tomei um copo de suco de uva, que foi o que me fez suportar esse dia e sobreviver.

Dia 3 – Frutas, legumes e sopa
Depois de ter passado pelo dia dos legumes, esse é um dia extremamente feliz, pode comer frutas E legumes!
Passei o dia na maior felicidade e, quando me pesei à tarde, já tinha emagrecido 2kg, como prometido. Me achei a pessoa mais magra do mundo. Comecei a achar a sopa deliciosa.
E eu tenho uma amiga que fala que não pode falar “perdi 2kg”, porque quem perde, acha. Tem que falar “emagreci”.
A noite comi umas melancias que tinham o gosto mais doce do universo. Nunca tinha comido uma melancia tão doce. Acho que quando a gente come esse monte de açúcar e sal, nossas papilas gustativas ficam insensíveis às coisas que não são fabricadas por seres humanos. Estou apaixonada por melancia.

Dieta detox

Dia 4 – Banana, leite e sopa
Roubei de novo. Eu troquei o leite por iogurte grego porque tomar leite ninguém merece.
Cansei um pouco de comer bananas, mas fiquei firme e forte, nem estava sofrendo.

Dia 5 – Bife, tomates e sopa
Nunca fiquei tão feliz de poder comer carne. Achei até que ia passar mal, de tão vegetariana que eu estava todos esses dias. Comi um frango no almoço, foi até meio estranho.
No final do dia, tinha emagrecido 2,5Kg no total.

Os dias 6 e 7 eram sábado e domingo. No sábado eu tive uma festinha de criança e domingo teve almoço na minha avó. Então a dieta foi para o saco.
Apesar de não ter conseguido seguir os 2 últimos dias e de não ter emagrecido tanto quanto eu esperava, valeu super a pena. Acho inclusive que vou fazer isso a cada 3 meses para limpar por dentro. Durante todos esses dias, minha unha não quebrou nenhuma vez e minha pele ficou um pêssego. Ou seja, mal não fez.

Antes que alguém me pergunte, a minha bento box eu comprei numa viagem, ela é da MonBento, mas eu sei que nos supermercados da Liberdade em São Paulo tem várias fofinhas. E a lancheira da built vocês podem comprar no site da minha amiga Luiza, que também tem um negócio super bacana de entrega de receitas na sua casa, o EuCook. ;)

O Etsy Brasil é fake

Outro dia recebi um comentário no post sobre o Etsy, de uma leitora dizendo que agora o Etsy está no Brasil.
Fiquei super animada, achei o máximo, adoro a comunidade de designers do Etsy e a curadoria de produtos que eles tem. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha…o domínio do site era etsybrasil.com.br e achei a qualidade das imagens do site muito ruins. Na época, ainda não tinha sido lançado, era só um aviso de “estamos chegando em breve”. Tinha também uma página do Facebook, com milhares de likes.

Pensei, se fosse realmente o Etsy, com certeza o domínio seria etsy.com.br e as imagens seriam bem melhores. Além de tudo, o Etsy já aceita vendedores de qualquer lugar do mundo, eles não precisariam “vir para o Brasil” porque eles já estão em todos os lugares, virtualmente.

Mandei então uma mensagem pelo etsy.com, o one and only, perguntando se era verdade que eles estavam vindo para o Brasil e mandei a URL etsybrasil.com.br. Eles muito rapidamente me responderam que qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo pode ter uma loja no Etsy e que essa URL não é deles.

Email do Etsy afirmando que o Etsy Brasil é fake

Para minha surpresa, depois de algumas semanas, o tal do “Etsy Brasil” realmente abriu um marketplace onde as pessoas podiam abrir uma loja. Milhares de pessoas começaram a vender ali, coisas totalmente sem curadoria, de gosto e procedência duvidosos, pior que o filho do demônio do Mercado Livre com o Elo 7.

Mas o que mais me espanta é a cara de pau da pessoa que roubou uma marca na maior caruda, fez um site e está enganando pessoas. Concordam que se eles fossem honestos, eles teriam feito um site com marca própria? Que não precisariam surrupiar uma marca grande e conhecida?

Tenho pena das pessoas que vão descobrir em um futuro próximo que foram enganadas e espero que percebam isso logo e que saiam dali, antes que percam dinheiro. Inclusive, nesse momento o tal do Etsy Brasil está fora do ar.

Minha recomendação para quem quiser abrir uma loja online e vender seus produtos é buscar por empresas que são consolidadas e, na dúvida, mandem um e-mail, confirmem a informação. Mesmo que você já conheça a empresa, a forma como ela se comunica com você faz toda a diferença, pois se ela não se dá o trabalho de manter uma conversa com quem quer abrir uma loja, quem dirá quando você já for usuário.

No Brasil existem várias plataformas de vendas online confiáveis e seguras, como a Tanlup, o Elo 7 (que apesar de eu não gostar dos produtos vendidos lá, é uma empresa séria) e a Loja Virtual UOL. Tem o próprio Etsy (.com), que te deixa vender para o mundo inteiro, de qualquer lugar.
Já o Mercado Livre não recomendo, tem muita gente que tenta te dar o golpe e eles não tem absolutamente nenhuma forma de contato com a empresa, se você precisar de qualquer suporte, você fica na mão.

Enfim, sei que esse post não vai mudar muita coisa, não vai tirar o Etsy Brasil do ar para sempre nem evitar que as pessoas que vendem ali sejam vítimas de um dos maiores scams da história do Brasil, mas espero que quem passe por aqui veja, entenda e espalhe que esse site é uma mentira, se é que ele já não se foi para sempre.

UPDATE:: Depois de ser ameaçada de processo pelo tal “Etsy Brasil”, reforço o próprio comentário que eles mesmos deixaram, o fato de eles terem registrado a marca no Brasil no INPI não significa que eles tenham qualquer relação com o Etsy original, e isso faz deles, sim, um fake. Assim como se eu quisesse registrar a marca Victoria’s Secret, com o logo da Victoria’s Secret e abrisse lojas iguais as da Victoria’s Secret no Brasil, sem autorização da Victoria’s Secret, ainda que a marca pudesse ser registrada aqui, isso seria uma tremenda falta de respeito com as pessoas que acreditariam se tratar da marca original, fora o crime de propriedade intelectual, que é o roubo do logo alheio. Já se fazia esse tipo de golpe nos anos 70, quando as pessoas viajavam para o exterior para ver os nomes das marcas e vinham registrá-las no Brasil para depois tentar vender para os seus legítimos criadores. Triste ver que algumas coisas não evoluem.

Papo de geek: Porque eu adoro o Pinterest

Pra começar esse post, eu preciso dizer que sou muit fã das palestras do TED. O TED é uma organização criada para espalhar boas ideias pelo mundo. Inicialmente, o escopo era falar sobre Tecnologia, Entretenimento e Design (por isso o nome TED), mas isso expandiu ao longo dos anos para outros temas. O TED organiza conferências com palestrantes convidados para expor suas ideias em palestras de até 18 minutos, que podem ser assistidas no canal deles no YouTube.

Esses dias vi uma palestra que foi meio que um divisor de águas para mim. O especialista em felicidade Shawn Achor falou sobre o segredo para trabalhar melhor, mas o que vale mesmo na palestra dele é o conceito de que assistir o jornal e ler notícias nos dá a sensação de que o mundo é um lugar terrível – ouvimos falar de guerras, mortes, doenças, corrupção, injustiça…e que a felicidade está na forma como você vê o mundo.

Vendo o vídeo é claro que tem muito mais coisas envolvidas no processo, mas o ponto é, não precisamos ser Pollyanas desconectadas do mundo, porque ser alienado também faz mal. Mas gastar um pouco de tempo com aquilo que a gente gosta, que é bonito, interessante, diferente, faz muito bem, ajuda a pensar diferente, ter ideias e inovar.

E é assim que Pinterest tem feito uma diferença enorme na vida de milhões de pessoas. Não é só mais uma rede social que você tem a obrigação de atualizar e acompanhar seus amigos. É a rede social que mais cresce, porque você não tem a obrigação de atualizar nada, não tem a pressão de ser amiga dos seus amigos nem de falar o quão feliz você está pelo que comeu no almoço. Tudo o que você precisa fazer é sentar e olhar fotos de lugares que nem imaginava que existiam, looks que ficariam incríveis se você tentasse, pratos que você nunca cozinhou, casamentos iguais aos dos seus sonhos e ideias criadas por pessoas brilhantes.

E é por isso que eu amo o Pinterest.

Já tem o seu? Me segue aqui e vamos compartilhar boas ideias juntos.

Passando vergonha

Nas últimas duas semanas, andei ficando meio chocada com uns posts que li no Chic, Petiscos, Passando blush e Um ano sem Zara sobre compras online – e os comentários deixados nesses posts. Talvez se os tivesse lido em momentos diferentes o tema passaria despercebido, mas foram todos na mesma semana, então achei que precisava desabafar também.

O ponto é o seguinte: os brasileiros descobriram as compras online e mais, as compras online no exterior. Eu acho isso ótimo, afinal de contas, esse é o propósito desse blog, falar sobre como podemos ter acesso a design bacana sem gastar muito e, infelizmente, isso significa comprar fora do Brasil.

Eu sou uma grande adepta das compras online faz muitos anos, compro tudo pela internet (e vendo também aqui e aqui), mas o que me deixou chocada foi que, desacostumados com os processos aduaneiros do nosso país, os consumidores aqui estão se desesperando com a demora de suas compras e as lojas onde costumamos comprar no exterior estão deixando de vender no Brasil.

E quem é o culpado nessa história? Na minha opinião, e nessa ordem de culpa:

1. As empresas brasileiras que acham que somos trouxas

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Não adianta botar a culpa no governo, no imposto e nas taxas. Nada, nenhum imposto justifica o fato de tudo no Brasil custar 3x mais que no exterior. Imposto é de até 80% do valor do produto e ponto. O resto é lucro do vendedor. Ou seja, se aqui a gente paga mais caro é porque as empresas pegam carona na onda de imposto e terminam de explorar os consumidores porque sabem que no Brasil se dá muito mais valor para produtos importados do que nacionais. O que nos força, seres inteligentes, a comprar no exterior.

2. Os brasileiros que acham que é festa do caqui e não se informam na hora de fazer suas compras

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Consumo inteligente também é sinônimo de consumo consciente. Não adianta nada se gabar para as amigas que comprou no exterior pela internet pagando uma miséria se não calcular o risco do valor da alfândega, que geralmente é de 60% do valor da compra (incluindo frete e taxas), podendo chegar a até 80%, se for cobrado ICMS, mais o IOF de 6,38% que é cobrado pelo cartão de crédito. Imposto não deveria ser exceção, é regra e, teoricamente, todas as compras deveriam ser taxadas – a exceção são livros, periódicos impressos e presentes de pessoa física para pessoa física abaixo de US$50.
Também é necessário saber que os produtos comprados de fora pela internet demoram no mááááximo 5 dias para chegar no Brasil e que aqueles outros 2 meses que você fica esperando por ele na sua casa são por ineficiência da alfândega e Correios brasileiros. Ou seja, não adianta reclamar para a loja, para a USPS, para a DHL e para o Papa, eles não tem culpa nenhuma. E é exatamente essa chuva de reclamações que as lojas tem recebido que está fazendo com que deixem de vender para o Brasil – para elas, o custo de ter que lidar com os brasileiros reclamões é muito maior que o benefício de aumentar as vendas para cá. As que não deixaram de vender para o Brasil, disponibilizam apenas o frete com rastreamento do pedido, que custa caríssimo, pois assim conseguem comprovar que o produto já foi entregue no Brasil e, uma vez, aqui, elas não tem responsabilidade nenhuma pela entrega.

3. Alfândega e Correios

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São dois órgãos diferentes, mas ambos farinha do mesmo saco. O responsável por fiscalizar é a alfândega. O responsável por fazer a cobrança e entregar são os Correios. Acontece que como tudo que é público no nosso país, eles não tem infraestrutura o suficiente para suprir a demanda e isso gera toneladas de caixas vindas do exterior acumuladas para fiscalizar. Isso faz com que eles aliviem a barra da maioria das pessoas – e daí vai da sua sorte não ser taxado, mas isso não os impede de criar um atraso do tamanho do mundo nas entregas. Eu já fiz compras online que eu já tinha desistido de receber quando, depois de 3 meses, elas apareceram na minha casa. Eu já recebi caixas que pareciam que foram passadas em um triturador. Eu já recebi pedidos rasgados, abertos e reembalados. Eu já recebi produtos melecados de óleo. E eu tenho certeza que não foi a USPS que fez isso. E não me espantaria se me falassem que os Correios fazem isso de propósito.

Mas então, quais as alternativas?

Em primeiro lugar, informe-se, saiba quanto você vai pagar e só entre em contato com a loja se realmente houver uma falha por parte deles. Todas as lojas profissionais enviam e-mails com o status do seu pedido e fornecem o código de rastreamento, portanto só vale entrar em contato se o produto chegou errado ou com defeito. Muitas lojas também aceitam devoluções, no caso de roupas, mas sempre leia antes os termos e condições para saber se é possível trocar compras internacionais.

Em segundo, existem lojas online que dão a opção do cliente pagar uma taxa de importação antecipadamente. Eles calculam essa taxa para você e, caso o produto seja taxado na alfândega aqui no Brasil, eles mesmos fazem o pagamento da taxa para que você não tenha que fazer isso e liberam o item, que geralmente chega super rápido, em até uma semana. Caso o produto não seja taxado, eles fazem o estorno do valor estimado da taxa no seu cartão de crédito. Quem costuma fazer isso é a Amazon, a My Habit e a Asos.
É claro que ninguém gosta de ser taxado, ainda mais antecipadamente, mas também temos que considerar que, às vezes, mesmo com a taxa o produto ainda é mais barato do que comprar no Brasil.

E em terceiro lugar, existem empresas especializadas de envio de mercadorias para o Brasil, como a SkyBox, a Mercado Direto e a Brabox, onde você se cadastra e paga uma anuidade para ter direito a um endereço nos EUA. Essas empresas recebem suas compras e fazem todo o trâmite de envio para o Brasil, cobrando sim as devidas tarifas de importação, mas tudo é super transparente, pois você pode até simular no site deles quanto você vai pagar de imposto e frete. Vale a pena? Não sei. Honestamente, nunca usei, não conheço ninguém que tenha usado esses serviços e já vi muita reclamação no Reclame Aqui. Eu, pessoalmente, prefiro correr o risco de esperar mais e arriscar ou pagar a taxa antecipadamente direto para a loja.

Por último, mas não menos importante, junte durante um ano todo o valor que você gastaria em taxas, compre sua passagem para os EUA e vá fazer suas compras onde quiser, sem medo de ser feliz. Mas daí de novo, informe-se sobre limites de bagagem, quantidades permitidas pela receita federal para voos vindos do exterior, etc. Porque não tem nada mais cafona do que querer ter direitos mas não conhecer seus deveres. E se vivemos no país que vivemos, é o que temos para hoje. Eu poderia escrever mais algumas dezenas de parágrafos sobre isso, mas para um desabafo, já está suficiente.

Autolib': A revolução do transporte

Quem já foi para Paris conhece as famosas Velib’s, as bicicletas da prefeitura disponíveis para aluguel em diversos pontos da cidade.

Quem já gostava da ideia da Velib’ vai adorar que agora existem os Autolib’s. O sistema Autolib’ permite que qualquer pessoa alugue carros elétricos públicos em planos diários, semanais ou anuais. Para vocês terem uma ideia, um dia custa €10, uma semana custa €15 e um ano custa €144. Ou seja, para quem não tem um carro em casa e precisa dele ocasionalmente, vale SUPER a pena.

Todos os carros são ecológicos, não poluem, não fazem barulho, ajudam a reduzir o trânsito nas cidades, ajudam a diminuir a emissão de gases por carros individuais, tem manutenção e seguro inclusos, além de serem lindos e charmosos.

Você pode pegar e parar os carros em qualquer estação Autolib’ e circular com eles dentro de toda a região de Ile-de-France.




Nós já estamos começando a ver estações de bicicletas sendo construídas no Brasil. Vocês acham que esse sistema de aluguel de carros também funcionaria aqui? Ou nós ainda não estamos preparados a saber cuidar do que é comum a todo mundo?

Querido Presidente

Tudo começou quando eu comprei o ingresso para o show da Katy Perry pelo site da Live Pass.

O site era tão ruim que, faltando 8 dias para o show, o prazo de entrega dos ingressos era de 15 dias úteis. Mas tudo bem, comprei. Passados 2 dias, descobri que não poderia ir ao show e liguei no call center para cancelar o pedido. Foram muito cordiais e me orientaram a enviar um e-mail para o Fale Conosco para fazer o cancelamento e o estorno.

Demoraram tanto para responder meu e-mail que o ingresso chegou. E depois que chegou responderam. Que era para eu devolver o ingresso pelo Correio para fazerem o estorno. Enviei. Enviei mais um email. E mais quatro depois desse. Passou-se mais de um mês. Liguei algumas vezes. Todos me disseram que a única maneira de conseguir meu dinheiro de volta era enviando e-mails.

Reclamei no Reclame Aqui. Reclamei na Folha. Reclamei no Procon. Liguei no call center e pedi a gravação das ligações para que eu pudesse dar entrada no Tribunal de Pequenas Causas. Mas para conseguir as gravações, só mandando e-mail para o mesmo e-mail que não cancelava meu pedido.

Fiquei possessa.
E resolvi que eu ia conseguir meu dinheiro de volta naquele momento.

Fui para o Google. Fui para o Facebook. Lembrei do Linked In.
Encontrei esse camarada.

Mas putz, não tinha o e-mail dele, nem o sobrenome.

Continuei procurando, achei este ser.

Seja lá quem for, ele me deu a informação que eu precisava, ali no cantinho.
O sobrenome do sr. Maurício, presidente da Live Pass. Darling.

Daí foi só compor um e-mail com análise combinatória:
[email protected]
[email protected]
[email protected]

Foram 8 e-mails enviados. Voltaram 7. Yes! Eu tinha conseguido.

Menos de 24h depois recebi uma ligação no meu celular e o dinheiro foi depositado na minha conta.

Esse é o Brasil. Um país onde as empresas acham que podem sobreviver ignorando os clientes. Onde as empresas vendem uma coisa e não tem que te atenda se você precisar de suporte, porque o telefone “é só para vendas”.
E mais um caso entra para as estatísticas de clientes putos da vida que só conseguem atenção por meio das redes sociais. Porque as empresas ainda acham que só o cliente que reclamou em uma rede social tem o potencial de ferir a imagem da marca. Elas não imaginam que ao mesmo tempo em que as pessoas são mal atendidas pelo telefone ou por e-mail elas podem tirar um aparelhinho do bolso conectado à internet e fazer um pequeno estrago, que vai custar mais para reparar depois? Não, né? Esqueci, são equipes de atendimento separadas. E quando todo mundo reclamar pelo Twitter? A gente vai fazer o que?

PS: se você teve um problema com a Live Pass e quer reclamar, o e-mail certo do Sr. Presidente é o [email protected]. Encham a caixa dele de e-mails. Um proprietário de empresa que deixa o atendimento dele chegar a esse nível merece um inbox floodado de reclamações.

Mardi Gras: Adote uma oliveira

Boas ideias realmente estão em todos os cantos, é só você olhar.

Um belo dia um casal de ingleses comprou um bosque de oliveiras na Itália e, preocupados em manter a cultura local de produção de azeite, mas o mesmo tempo entendendo que a produção artesanal era competitivamente inviável, eles criaram o programa “Adote uma Oliveira”, onde pessoas do mundo inteiro podem adotar uma árvore.

Mas daí você se pergunta, “o que eu ganho adotando uma árvore se eu tenho tantas aqui perto de casa?”. Bem, você ganha tudo o que ela produzir em azeite e derivados, você apoia uma tradição milenar de produção de azeite de oliva, você pode molhar o seu pão no azeite produzido pela sua oliveira que está lá em uma encosta da Itália e ainda pode fazer inveja para os amigos.
Não é o máximo? Você pode até visitar a sua árvore no bosque, se quiser.

A Nudo, empresa deles, também vende online alguns produtos de fabricação própria, mesmo que você não tenha a sua própria oliveira.


Você pode ver tudo isso aqui.
Quero adotar uma árvore de presente para alguém.

Guerrilha no jardim

Isso já existe há muitos e muitos anos, mas sempre que eu vejo o resultado do trabalho deles dando (literalmente) bons frutos, eu fico até emocionada.

Eles começaram se revoltando com o descaso dos governos locais em relação ao paisagismo da cidade. Eles começaram a plantar flores ilegalmente em jardins. As flores cresceram, eles cresceram. E hoje o Guerrilla Gardening é uma organização que conta até com o apoio da coroa britânica e tem um calendário de ações do bem em vários países.

A ideia é simples, você encontra um cantinho de terra abandonado, pode ser um jardim, uma jardineira, uma daquelas coisas que ficam em volta de árvores que eu não sei como chamam, e você planta alguma coisa bonita. Com bom senso, é claro, não é para plantar um baobá no meio de uma avenida – todo mundo que leu o Pequeno Príncipe sabe o que fazem os baobás. Todos os que não leram deviam ler.

E assim você deixa sua calçada, sua rua, seu bairro, sua cidade mais bonitos, ganha apoio da prefeitura, cresce e vira um representante Guerrilla Gardening.
Qualquer micro projeto pode ter suas fotos publicadas no site, é só mandar.
E se você se animar, dia 9 de outubro vai ter um evento internacional do Guerrilla Gardening para plantar tulipas. Não temos tulipas aqui nessa época, mas você pode se animar mesmo assim escolher outra coisa. =)

Afinal de contas, fazendo o bem, que mal tem?
E com tanta gente fazendo tanta coisa errada, quem é que vai ter multar/prender por plantar umas florzinhas?

Clubes de compras gringos

Todo mundo aqui já está de saco cheio de receber os emails do BrandsClub, Coquelux, Privalia, etc, sempre com as mesmas ofertas, das mesmas marcas, as coisas continuam sendo caras e assim a vida segue.
Mas a moda de clubes de compras não pegou só aqui, existem clubes no mundo inteiro que são beeeeem divertidos, apesar de nem todos enviarem para o Brasil.
Esses são os meus três favoritos.

Fab.com
De longe o melhor de todos. O objetivo deles é vender produtos de designers que ainda não estouraram no meio dos blogs a preços mais do que amigos. A curadoria do site é melhor que a do Louvre, Moma, Gugghenheim e Smithsonian juntos. Nunca vi um site com tantas coisas novas que eu tenho vontade de comprar por pixels quadrados.
O ponto negativo é que, por enquanto, eles só enviam para os EUA, mas os usuários cadastrados fizeram um motim em um forum online aqui para que eles comecem a enviar para o mundo inteiro logo. Os funcionários do Fab sempre respondem aos pedidos de entrega internacional e já sinalizaram que, quanto mais reclamações, mais rápido eles vão conseguir implementar.

My Habit
É o clube de descontos fundado recentemente pela Amazon. Só trabalha com grandes marcas de moda e acessórios, como Vera Wang, Alberta Ferreti, Puma, Steve Madden, entre outros. Todos os dias é fácil encontrar vestidos de festa maravilhosos entre US$100 e US$150. Eu não teria festas o suficiente para ir se eu comprasse tudo que eu gosto do My Habit.
O melhor de tudo é que eles entregam no Brasil e durante tempo limitado o frete é só US$15 para entregas internacionais.

Achica
Esse clube de compras inglês é especializado em decoração e utensílios domésticos para o dia a dia. Tem desde marcas de lençóis, toalhas, churrasqueiras, móveis de jardim, até objetos de decoração, panelas Le Creuset, utensílios como esses que você vê aqui no Loveshelf, sempre com descontos enormes.
Infelizmente eles também só entregam em alguns países da Europa, mas pra quem tem amigos europeus, só mandar entregar na casa deles e retribuir o favor quando eles vierem para o Brasil, né?

Mesmo que alguns deles não entreguem aqui (ainda), continuam sendo uma ótima fonte para descobrir marcas novas e ver coisas bonitas todos os dias, para você anotar e lembrar quando for viajar.

Minha lojinha no Ganhei do Ex

Lembram que eu já falei do Ganhei do Ex aqui?

Pois é, esses dias me deu um siricutico e resolvi me desapegar de várias roupas favoritas que eu já não usava fazia muito tempo, seja porque elas não tem muito a ver comigo ou porque não serviam mais. O fato é que estão todas em ótimo estado, procurando por novas donas e que minha lojinha foi destacada na home do Ganhei do Ex, porque elas também acham que meus desapegos são lindos.

Façam uma consumidora compulsiva feliz e ajudem a economia a girar em tempos de crise!

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